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Publicada em 04 de Fev de 2012 - 10h07min

Após novos transtornos no Trensurb, MPF vai exigir indenizações

A nova paralisação no Trensurb, que nesta sexta-feira gerou transtornos durante mais de três horas no serviço ao longo da manhã, vai ajudar na fundamentação de uma ação civil pública preparada pelo Ministério Público Federal para cobrar na Justiça indenizações aos usuários. A meta do órgão também é exigir o cumprimento de um plano de emergência que garanta transporte rodoviário eficiente nos dias de problemas. A ação é preparada desde o ano passado pelo procurador do MPF em Novo Hamburgo Celso Três, que calcula pelo menos 12 interrupções de grande porte no Trensurb nos últimos dois anos. A média é de uma paralisação a cada dois meses. "Há irresponsabilidade tanto pela ótica do serviço público como pela do direito do consumidor. As pessoas pagam a passagem, e o serviço tem que ter continuidade. Até porque há um agravante muito sério, que é a BR-116. As pessoas sem condições não podem pagar pelo deslocamento rodoviário e a estrada está esgotada", avalia.Em 2011, um Inquérito Civil Público foi instaurado pelo MPF, o que forçou a Trensurb a apresentar detalhes sobre um plano de emergência para transporte dos usuários em ônibus. Na ocasião, a direção da estatal garantiu manter parcerias com empresas do transporte rodoviário a fim de evitar transtornos. "Na prática, estas parcerias são precárias e insuficientes", opinou o procurador.Nesta sexta, a Metroplan, que responde pelo acompanhamento e fiscalização das empresas de ônibus na região Metropolitana, reconheceu falta de ônibus para atender passageiros da Trensurb. Com a pane, passageiros também enfrentaram problemas com a falta de coletivos. A ação do MPF contra a estatal deve ser protocolada na Justiça ainda em fevereiro. O diretor de operações da Trensurb, Paulo Renato Amaral, disse que o serviço de trens foi normalizado após o conserto de dois pontos onde houve rompimento de cabos da rede elétrica. Destacou que esse tipo de problema não é comum, mas há sempre o risco de o sistema falhar em decorrência de problemas técnicos.Segundo o dirigente, a manutenção da rede elétrica é feita por empresa terceirizada e é considerada uma das melhores do Brasil. Em entrevista ao Programa Guaíba Cidades, ele relatou ainda que os cabos se romperam com a passagem do primeiro trem da madrugada. Para ele, a rede aérea é revisada todas as noites, durante o horário de parada dos trens na madrugada. Até a semana que vem, deve ser divulgado relatório técnico apontando as causas do incidente.


Fonte: Estêvão Pires / Rádio Guaíba



Fonte da notícia: Correio do Povo

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