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Publicada em 13 de Mai de 2010 - 14h31min

Borges: ‘Não tinha grife no São Paulo’

Atacante, que quase foi parar no Santos no início deste ano, curte o melhor momento da carreira no Grêmio

Foi por pouco. Se tivesse negociado mais, talvez o atacante Borges estivesse vestindo branco, jogando ao lado de Robinho, Ganso e Neymar e dando piruetas para comemorar gols na Vila Belmiro. Depois de marcar três vezes na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, vencida pelo Grêmio por 4 a 3, o atacante lembrou que quase foi jogar no Santos no início desta temporada. Hoje, o Peixe é o adversário na competição nacional. Apesar de quase ter feito parte do time que é a sensação do futebol brasileiro, o camisa 9 não se arrepende já que, segundo ele, fez a escolha ideal.

- Tive uma conversa com diretores do Santos na época, com o (Vanderlei) Luxemburgo também (técnico na época, hoje no Atlético-MG). Ele me ligou, mas já tinha interesse de jogar no Grêmio, com eu havia comentado com o Hugo. Fiz a escolha certa de jogar aqui – comentou.

Bicampeão brasileiro com o São Paulo, em 2007 e 2008, o atacante conta que, diferentemente do que foi noticiado, a saída do Tricolor Paulista foi uma opção dele. Como não se sentia mais realizado no Morumbi, optou por um novo caminho.

- Eu tive três conversas com o presidente Juvenal Juvêncio, e ele tinha interesse que eu continuasse. Mas achei que se ficasse não seria bom para mim. Eu não tinha grife no São Paulo. Em 2008, fui campeão do Brasileiro e decisivo. Mas sempre que tinha pressão sobrava para mim primeiro. Em 2009, havia uma expectativa minha muito grande, fui o artilheiro do time na Libertadores, mas nada saiu como o esperado. Tenho respeito pelo clube, pelos torcedores, sou sempre bem tratado em São Paulo, mas optei pelo Grêmio por saber da minha qualidade. Fui feliz pela escolha – disse. Os números de Borges no Grêmio impressionam. Em 19 partidas na temporada, fez 16 gols. Sem falar da função tática importante que desempenha no esquema de Silas no papel de pivô. Abre espaço para que Jonas, Douglas e Hugo cheguem de trás.

- É o melhor momento da minha carreira. Fiquei 47 dias sem jogar por conta de um estiramento muscular, é difícil para voltar ao ritmo, é difícil a retomada. Mas Graças a Deus estou voltando a fazer gols e isso me deixa muito feliz – avaliou.

Na quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Grêmio joga por qualquer empate. O Santos precisa de uma vitória simples (1 a 0) ou por um gol de diferença (até 3 a 2). A repetição do placar de Porto Alegre leva aos pênaltis.

fonte: Por Richard Souza Porto Alegre, http://globoesporte.globo.com



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