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Publicada em 24 de Jun de 2013 - 05h14min

Especialistas apontam razões que podem incitar poder destrutivo de uma minoria em meio a manifestações pelo Brasil

O comportamento de "massa", uma eventual retroalimentação dos protestos e a suposta apatia dos governantes diante dos atos de vandalismo ajudam a entender o aumento da violência em manifestações que tomam conta de ruas e avenidas do país. É o que sustentam sociólogos e psicólogos consultados por Zero Hora ao analisarem a conduta das multidões durante os protestos.

Marchas que reúnem milhares de pessoas dispostas a se manifestar pacificamente têm resultado em depredações de patrimônio público e privado praticadas por uma minoria mais inflamada — segundo alguns, infiltrada no movimento — com cada vez maior intensidade.

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Sob a ótica da psicologia das massas, concebida por Sigmund Freud, baseado em Gustave Le Bon, a atitude muda quando o indivíduo está na multidão.

— Quando em massa, as pessoas reagem de maneira que não agiriam sozinhas. A pessoa participa, vai se inflamando cada vez mais, vai ficando com raiva pela ação da polícia, e isso vai mudando a relação pacífica com o protesto até que chegam ao ponto de fazer vandalismo — explica a psicóloga Nelma Campos Aragon, coordenadora do Instituto de Psicologia Social de Porto Alegre Pichon-Rivière.

Apesar de ser uma das linhas possíveis para a leitura do atual momento que vive o Brasil, a psicóloga Nelma considera a visão limitada porque a sociedade se transformou muito desde o século 19, especialmente pela força da internet e influência das redes sociais.

Outro ponto de vista, levantado pela psicóloga Alexandra Ximendes, mestranda em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é a possível influência da mídia na incitação da violência.

— Essa visibilidade também dá empoderamento aos sujeitos que praticam e tem colaborado para incitar esse comportamento, pois supervaloriza a depredação e não a manifestação pacifista que revela insatisfação coletiva — opina Alexandra.

Já o sociólogo José Luiz Bica de Melo, professor de teorias sociológicas e teoria política na Unisinos, aponta que o aumento da violência também se dá, em alguma medida, pela lentidão das autoridades políticas em se manifestar e tomar providências, o que pode comprometer, inclusive, os rumos do movimento nas ruas.

— Aqueles que estão apoiando começam a ficar assustados, e isso pode diluir o movimento. O risco é que os mais violentos comecem a atuar não mais na forma de movimento, mas de gangue — alerta o pesquisador.

A difusão de interesses e a ausência de lideranças constituídas são vistas como complicadores para que os pacifistas se imponham.

— São muitas causas, todas legítimas, mas não há, desde a Revolução Francesa, um movimento que tenha conseguido avançar sem que tenha constituído lideranças — lembra Melo.


Fonte da notícia: Fonte: Zero Hora


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