Com todas as forças, o Inter buscará, nas próximas seis e últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, uma vaga na próxima edição da Libertadores da América. Mas, em termos práticos, a conquista do objetivo pouco - ou nada - alterará o planejamento elaborado pelos homens do futebol para 2012. O plano para a próxima temporada está definido e passa por uma premissa básica: "Fazer mais gastando menos". Os jogadores que serão contratados, por exemplo, serão os mesmos com ou sem Libertadores. O mesmo é válido para as dispensas. "Vamos ter um grupo forte, independentemente da Libertadores", confirma o diretor técnico de futebol Fernandão. Ele garante ter em mãos uma lista de pretensões e reforços. O dirigente não confirma, mas ela é encabeçada por Dagoberto, que deve desembarcar no Beira-Rio em abril, quando se encerra o seu vínculo com o São Paulo.Defesa sofrerá reformulaçõesA defesa é a prioridade, afinal o clube não deve renovar os contratos de Rodrigo e Sorondo, que acabam em dezembro. Além disso, deve vender um dos jovens defensores que despontam no elenco. Juan interessa a Inter de Milão. Apesar de ter contrato até final de 2012, Bolívar dever ser liberado para procurar clube. O básico é o rebaixamento da folha de pagamento. Atualmente, o clube gasta quase R$ 7 milhões por mês com a remuneração dos jogadores e da comissão técnica. Fernandão acredita que é possível diminuir este valor sem abrir mão da qualidade. "O negócio do Inter é conquistar títulos e ganhar visibilidade, mas é possível baixar custos e, mesmo assim, ter um grupo de alto nível. Não faremos loucuras para contratar nenhum jogador", confirma.A ideia é fazer contratações pontuais. "Já temos um grupo com muita qualidade. Por isso, não são necessárias grandes movimentações", continua o diretor de futebol. Pré-temporada em estudoO local da pré-temporada também está sendo definido. É provável que, depois de anos, o Inter deixe Bento Gonçalves para uso exclusivo do Grêmio. Alternativas como Gramado, Canela e até Espanha e Estados Unidos estão sendo analisadas pelo marketing.
Fonte: Fabrício Falkowski / Correio do Povo