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Home / Tecnologia
Publicada em 16 de Jul de 2009 - 15h07min

Site publica informações sigilosas 'Crackeadas' do Twitter

'TechCrunch' diz ter recebido os documentos de um Cracker. Dados abordam projeção de lucros e número de usuários.

O site de notícias tecnológicas "TechCrunch" publicou documentos internos sigilosos pertences ao Twitter, entre os quais projeções financeiras, oferecendo um raro vislumbre sobre o popular serviço de microblogs.

O Twitter tem uma meta de receita de US$ 140 milhões para o final de 2010, com a expectativa de que registre suas primeiras receitas --modestos US$ 400 mil-- no terceiro trimestre deste ano, de acordo com um documento publicado que o "TechCrunch" diz ter sido enviado ao site por um cracker.

Datado de fevereiro, o documento traz o título "Projeção Financeira", e delineia a maneira pela qual o Twitter pretende atingir os US$ 4 milhões em receita até o quarto trimestre e manter reservas de caixa de US$ 45 milhões no banco.

Pelo final de 2013, o Twitter espera contar com 1 bilhão de usuários, receita de US$ 1,54 bilhão, ter 5,2 mil funcionários e obter lucro líquido de US$ 111 milhões, de acordo com o TechCrunch.

O site, que diz ter negociado a publicação das informações com o Twitter, acrescentou em sua reportagem que o documento era extraoficial e "certamente já não é mais acurado".
O Twitter não comentou de imediato sobre as projeções. O documento publicado pelo "TechCrunch" não ofereceu detalhes sobre a maneira pela qual o Twitter planejava gerar essa receita.

"Estamos em contato com nossos assessores jurídicos quanto ao que esse roubo significa para o Twitter, o cracker e quem quer que aceite e subsequentemente distribua ou publique esses documentos roubados", afirmou o Twitter em um post oficial em seu blog.

O TechCrunch havia informado mais cedo na quarta-feira que um cracker anônimo havia conseguido "fácil acesso" a centenas de informações internas do Twitter -de senhas a atas de reuniões- e encaminhado os dados ao site noticioso.
O TechCrunch publicou inicialmente um único documento, que discutia um possível reality show para a televisão. Horas depois que o documento foi publicado, centenas de leitores já haviam criticado o site pela decisão.

Michael Arrington, fundador e co-editor do TechCrunch, defendeu seu direito de publicar o material, declarando que o site trataria com cautela material como registros de pessoal.



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